Chegou a Páscoa. Lojas lotadas de pessoas atrás de ovos de chocolate, que serão distribuídos para amigos e familiares. Mas, e os animais de estimação? Sim, nossos amigos caninos também estão ganhando seus mimos de chocolate. Ovos, barrinhas e bombons especialmente feitos para cães são comprados por donos que também querem agradar seus bichinhos durante a Páscoa. Mas, lembre-se: chocolate feito para humanos é um veneno para os melhores amigos!
De acordo com a Amanda Carvalho, médica veterinária da Vetnil, o composto químico nocivo ao pet é a teobromina, uma substância similar à cafeína. “A cafeína em excesso faz mal a uma pessoa adulta e não é eliminada pelo organismo de um bebê, por exemplo, rapidamente. De forma semelhante age a teobromina no organismo dos pets, que não conseguem eliminá-la do sangue de forma rápida, sendo prejudicial à saúde de cães e gatos e podendo levar a quadros de intoxicação”, diz a especialista.
O médico veterinário José Roberto July, da JulyVet Clínica Veterinária, alerta que, após o consumo do chocolate, o animal pode apresentar reações alérgicas como diarréias, vômitos e hiperatividade. “Passadas algumas horas, com o aumento da absorção da teobromina, o animal terá aumento dos batimentos cardíacos podendo ocasionar arritmias, tremores musculares, aumento da produção de urina, hiper excitação, espasmos, até a perda da consciência (coma)”, informa. “Alguns sintomas podem demorar muitas horas para aparecerem, e o proprietário pode não relacionar os sintomas com a ingestão de chocolate dois dias antes”, complementa July.
O chocolate mais perigoso é o amargo, pois possui uma quantidade muito maior de teobromina, seguido pelo ao leite e, por último, o branco. Caso o cão tenha consumido chocolate escondido, o melhor é procurar um médico veterinário, para verificar qual a medicação mais adequada para ser aplicada.
A Páscoa dos coelhos
Durante a Páscoa, o número de coelhos vendidos aumenta consideravelmente, o que pode se tornar um problema, quando adquiridos por impulso. Na Pet Center Marginal, por exemplo, as vendas do animal chegam a triplicar. “Neste período, nos programamos para receber o triplo de animais que sempre vendemos no mês. A média de vendas é de 7 a 10 coelhos por semana. Um pouco antes da Páscoa, chegamos a vender 30 coelhos em uma semana”, conta Mariana Pestelli, médica veterinária da Pet Center Marginal.
A Universo Pet faz aqui uma campanha para evitar a compra de coelhos de forma impulsiva na Páscoa. É importante reforçar que antes de adquirir qualquer animal, o interessado deve avaliar os prós e os contras. O bichinho não é um objeto que poderá ser descartado na hora que o dono bem entender, ao contrário, ele necessitará de cuidados médicos, alimentação e muito carinho. Por isso, antes de comprar um coelho ou qualquer outro animal, pergunte a si mesmo se está preparado para assumir essa responsabilidade. Propague a guarda responsável!