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Saiba por que você deve se preocupar com a leishmaniose
Entenda por que você precisa se preocupar com a doença.


Foto Sxc.hu  Saiba por que você deve se preocupar com a leishmaniose

Na última sexta, dia 18, foi realizado um seminário sobre leishmaniose visceral na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Renomados profissionais palestraram sobre a doença e discutiram as melhores práticas para o seu controle.

Para se ter uma ideia da importância do tema, o Brasil responde hoje por 90% dos casos de leishmaniose visceral na América Latina. A enfermidade é responsável 50 mil mortes por ano, no mundo.

Para quem não conhece, a leishmaniose visceral é uma doença parasitária causada por protozoário, que pode atingir tanto cães como humanos. É transmitida por meio da picada de um mosquito muito pequeno – mede entre 1 a 3 milímetros, que costuma ficar em ambientes úmidos e próximos a lixos orgânicos. Os cães são considerados os principais reservatórios da doença.

No ser humano, a leishmaniose visceral se manifesta, entre outros sintomas, pelo aumento do volume abdominal, diarreia, tosse e febre prolongada. Já os cães infectados apresentam lesões cutâneas, feridas que não se cicatrizam, lesões nodulares, atrofia muscular e emagrecimento.

Mas, por que devo me preocupar?

O número de casos da doença tem crescido de forma agressiva no Brasil, com incidência não apenas na área rural, mas também nas grandes cidades.

As medidas de controle adotadas até então pelo governo brasileiro são alvos de muitas discussões e críticas. Isto porque, enquanto os humanos passam por tratamento, os cães com suspeita da doença são sacrificados, segundo determinação de um decreto federal. Muitos animais morrem antes mesmo de terem feito uma contraprova da doença.

De acordo com o veterinário Vítor Márcio Ribeiro, professor da PUC-MG e um dos palestrantes do seminário, o Brasil exporta o convencimento de matar cães. “Reconhecemos que existem evidências científicas de que a eutanásia não resolve. Somente o Brasil tem orquestrado essa fomentação da eutanásia”, ressalta o especialista.

Um estudo, realizado por Waleska Alexandre Alves e Paula Dias Bevilacqua sobre o programa de controle à leishmaniose visceral de Belo Horizonte, reforçou ainda mais a questão sobre o sacrifício de animais. De acordo com as pesquisadoras, entre os anos de 1993 e 1997 foram sacrificados 12.924 animais falsos positivos na capital mineira, enquanto 2.003 animais falsos negativos deixaram de ser sacrificados.

Durante o evento, foi colocado que a matança de cães não é a melhor alternativa, uma vez que já foi verificado que outros animais, como a raposa e o gato, podem também ser reservatórios da leschmaniose visceral. Exterminar animais infectados não vai solucionar o problema. Para muitos, o ideal é discutir alternativas para combater o mosquito transmissor.

  • Leif Gronstedt
    25/02/2011 | Permalink | Responder

    Bom dia !
    perguntas:
    1) o nosso cão está asuspeita de leischmaniose – resultado dos exames na próx. 3ª-feira.
    Fomos aconselhados pelo veterinário – em caso de exame postívo e seguinte sacrifício – de “até o dia seguinte” arranjar outro cão para a nossa casa – para o mosquito não picar os membros da família… – e se picar o novo cão, vai continuar neste circulo com novos cães, sempre….? Parece algo errado !
    2) tratamento de pessoas picadas, com exame positivo – como é ?
    Desde já, mui grato !
    Atenciosamente,

    Leif Gronstedt

    • Carolina Nicolai
      28/02/2011 | Permalink | Responder

      Leif, obrigada pelo contato.
      Sugiro que você procure um outro profissional, para receber uma segunda orientação, ou mesmo, repetir o exame (caso dê positivo – há muitos casos de falsos positivos, em que cães sadios são sacrificados).
      Realmente há uma orientação legal com relação ao sacrifício de cães diagnosticados com leishmaniose, por ser uma doença grave e bastante letal nos seres humanos.
      Creio que a solução não seja adquirir um novo cão, para que o mosquito possa “picá-lo” e salvar a família. Ao contrário. Consulte http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1561para mais informações. Entre em contato, também, com o CCZ de sua cidade. Eles podem te ajudar.
      Torço para que tudo dê certo!

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